DLSS, FSR e XeSS: o que são e quando vale ligar

Como as tecnologias de reconstrução de imagem funcionam, em que modo usar e nas situações em que é melhor deixar desligado.

DLSS, FSR e XeSS resolvem o mesmo problema por caminhos diferentes: renderizar o jogo numa resolução menor e reconstruir a imagem para a resolução da sua tela, devolvendo desempenho sem a perda visual de simplesmente baixar a resolução.

A pergunta certa não é qual é melhor, e sim qual está disponível para a sua placa e em que situação vale ligar.

O que muda entre eles

A diferença fundamental está em como cada um reconstrói a imagem. Uns dependem de hardware dedicado presente apenas em placas específicas; outros funcionam por software e rodam em praticamente qualquer placa razoavelmente recente, inclusive de fabricantes concorrentes.

Na prática, isso significa que a solução amarrada a hardware costuma entregar imagem mais limpa quando disponível, e a solução aberta ganha em compatibilidade. Se a sua placa suporta mais de uma, teste as duas no mesmo trecho: a diferença varia bastante de jogo para jogo.

Os modos de qualidade

Todos oferecem níveis que vão de qualidade a desempenho, e o que muda é a resolução interna de renderização. Quanto mais agressivo o modo, mais desempenho e mais artefato visual.

  • Qualidade — a escolha padrão. Em resoluções altas, muita gente não distingue do nativo.
  • Equilibrado — bom meio-termo quando falta pouco para a taxa desejada.
  • Desempenho — útil em telas grandes e resoluções altas, onde a resolução interna ainda é decente. Em telas menores, começa a borrar.

Quando não vale ligar

Se você já está com folga de desempenho, ligar só adiciona processamento e potencial de artefato sem benefício. E em resoluções baixas, a reconstrução tem pouca informação para trabalhar e o resultado costuma ficar visivelmente pior que o nativo.

Também vale desconfiar em jogos muito rápidos e competitivos, onde a reconstrução temporal pode gerar rastro em objetos em movimento acelerado.

Geração de quadros é outra coisa

Não confunda reconstrução de imagem com geração de quadros. A primeira aumenta desempenho real; a segunda insere quadros intermediários, o que deixa a imagem mais fluida sem melhorar a resposta dos comandos. Em jogo de ritmo lento ajuda; em competitivo pode atrapalhar.

Se o objetivo é entender o resto do menu, veja o guia de configurações gráficas.

Perguntas frequentes

Perco qualidade de imagem?

No modo qualidade, muito pouco, e em alguns jogos a imagem fica até mais estável que no nativo. Nos modos mais agressivos a perda aparece.

Funciona em qualquer jogo?

Não. Precisa de suporte implementado pelo desenvolvedor, embora exista ativação por driver em alguns casos.

Qual escolher se minha placa aceita os três?

Teste os três no mesmo trecho e escolha pelo que seus olhos preferem. Não existe resposta única.

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